segunda-feira, 30 de Novembro de 2009


ROCHA DE SOUSA


BIBLIOGRAFIA
E
OUTROS DADOS BIOGRÁFICOS


















Extractos dos cadernos de Rocha de Sousa:

1
Há a fronteira e a ausência dela; por isso me divido. Mas o grito que me sobra não se dilui no vazio, em pleno suicídio: reconstrói, palavra a palavra, a própria infinitude das coisas após as coisas, é assim um modo de recuperar a vida, a vida porque sim, como os astros na abóbada negra infinitamente porque sim. A vida, feita portanto do apelo irracional, mas também de memória, de ficção, de sucessivos revestimentos - nomeações do próprio enigma, suportes linguísticos para os rostos (ou fantasmas) que percorrem, a meu lado, a cidade sem deus.
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2 Quem não tenta esquecer as ruínas, o sangue e a morte? O exorcismo do esquecimento poderá conter-se na representação de tudo isso? Os homens enganam-se com a luz interna que lhes permite ver o mundo e substituir nele, com paraísos de devaneio, imagens velhas ou proximidades degradadas. Quando recorrem ao sortilégio da noite, por diversas razões do mesmo apelo, é da noite electrificada e ruidosa que falam, convictos, cosmopolitas, entregues. Já não referem, com efeito, a noite dos que morreram em nosso nome, sem bares, sem luz, percorrida no pavor das feridas. Nem recordam sequer das madrugadas húmidas, os ruídos baços, os mortos chegando. A bonomia mundana, após cada «vernissage» do sucesso e do inconformismo escandalosamente conformado, não conhece culpas nem a urgência da denúncia - elege-se na plena encenação dos novos mitos. Pintar, por exemplo, é agora fingir a raiva pela banalidade enfática dos meios, numa fealdade sem destino, antecipadamente paga em moeda forte: o sangue tornou-se dourado e as superfícies negras e rugosas, que nada devem ao nosso engano ou ao nosso abismo, convocam apenas o ritual sumptuoso de uma missa sem língua. Para muito dos nossos contemporâneos, optar é esquecer.
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3 Colocando entre parênteses os críticos do retrato emblemático e outros perturbadoramente iguais que foram surgindo nos anos oitenta, sinto-me de novo tentado a questionar o destino implícito nas solidões ou nas solidariedades da pintura, o como e o porquê dos esplendorosos instantes de revolta - na própria contensão de um quadro como «Guernica», na terrível ressonância que Edvard Munch imprimiu àquele seu grito isolado na ponte. Claude Roy ensinou-nos a olhar para Picasso como um pintor do espírito, da violência e da doçura do sentir. Foi através dele, no «Amor da Pintura», que me envolvi dramaticamente nessa evidência de que um quadro é um ser vivo, um ser que sentimos e que, acima de tudo respira. E se Picasso tinha necessidade de simular a pobreza para entender por dentro a sua própria condição humana - ou seja, o modo de alcançar a alma da sua arte e da sua voz - então Jonas, vítima de várias brasileiras em retratos possessivos, tinha razão quando se dilacerava no vértice agudo das duas verdades de que era feito, como Picasso ou Van Gogh, ou Modigliani, ou quase todos os primeiros heróis da interpretação contemporânea da diferença, na semelhança do humano e na urgência de uma voz original cada vez mais destituída de sentido pela febre mundaníssima dos falsos ídolos, da avalanche do consumo tarde ou cedo à porta da oficina.
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4 Para um pintor como eu, cuja experiência passada é um lastro decisivo ou mesmo pesado, absorvente, dilacerante, o problema do discurso e da sua natureza envolve as questões principais todas - e não apenas essa ideia tão grata a certas escolas contemporâneas de que a pintura é, antes do mais, «uma superfície coberta de cores dispostas segundo determinada ordem». Ainda hoje penso que, se Maurice Denis enunciou um princípio elementar, urgente para quem começa a escrever por dentro das formas, essa verdade não pode tornar-se totalitária, início e fim de todo o projecto pictórico. A base não é a cúpula.
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5 O que vemos é contingente, sem dúvida. Mas a incerteza inscrita no mundo pode ser, ela mesma, um dado com que se trabalha. Haverá porventura os que preferem reduzir a aparência ao dogma da perspectiva central, como quem espreita a paisagem pelo buraco de uma fechadura. Parece hoje irrelevante que a perspectiva central seja convocada, à maneira de verdade, para o espaço plástico. Mas não é menos absurdo que a procuremos exorcizar sem apelo, sobretudo em termos poéticos, só porque parece tão incerta e tão redutora quanto os sistemas que a precederam. De resto, deixando de parte muitas das reduções actuais, conformadas ao plano ou à pura desertificação dele, é tão legítimo trazer para a pintura vários sistemas de representação como é indispensável recorrer às projecções ortogonais para exprimir com verdade as plantas e os alçados de um projecto de arquitectura.
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6 Entre o contraste agressivo das significações e a plácida horizontalidade da planície, há a constante mutação dos elementos, ainda que imperceptível por vezes, e isso dura minutos ou milhares de anos. É a dinâmica própria das coisas. É também, em certa medida, a raiz da nossa mobilidade visual perante tudo o que parece imediato na superfície das aparências e todo o enorme sedimento que prepara o impulso criador: desde a qualidade da percepção ao espaço da concepção, entre milhares de passagens sobre os territórios da paz e do alarme.
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DADOS BIOGRÁFICOS


Rocha de Sousa
Silves, 193
8


















Dados Gerais e
formação
:

Diplomado em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde ingressou como assistente, em 1964.
Professor Agregado, desde 1970, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde desenvolveu actividade docente, de investigação e de coordenação científica, nomeadamente enquanto presidente do Conselho Científico.
Professor Auxiliar Convidado no Núcleo de Tecnologia de Ensino à Distância e também na Universidade Aberta.
Membro da Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Críticos de Arte, onde desempenhou funções de secretário.
Foi membro dos corpos de gestão (Direcção e Conselho Técnico) da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Participou em júris de provas para a obtenção do título de Professor Agregado e fez parte de outros júris nacionais de artes plásticas e de comissões para programação do ensino secundário e para estudo da integração das Escolas Superiores de Belas Artes na Universidade.
Membro fundador da Associação para Defesa do Património Histórico e Artístico de Silves.
Actividade pedagógica em pintura no ARCO e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para estudos introdutórios à didáctica das artes plásticas.
Actividade pedagógica, através de textos publicados e lições videogravadas no âmbito do Ano Propedêutico.

Actividade Geral
:

Participou, desde 1964 nas principais exposições colectivas efectuadas no país e em representações portuguesas no estrangeiro, além de ter realizado diversas exposições individuais ou de grupo em galerias portuguesas.

Principais exposições colectivas em que participou, no País e no estrangeiro:


1958

Exposição Histórica e Bibliográfica de Silves

1963
Exposição 10 x 3 (pintura e desenho), Luanda
Exposição Geral de Artes Plásticas, Luanda

1964/1965
Salões de Arte Moderna, Documental e de Outono, Junta do Turismo, Estoril

1965/1966
Exposições de Grupo I e II, com Gil Teixeira Lopes, Hilário e Hélder Batista - Sociedade Nacional em Lisboa

1965
II Salão de Desenho e Gravura, SNBA, Lisboa

1966
Jovens Pintores, Jovens Poetas, Grupo, Lisboa
Salão de Maio, SNBA, Lisboa
III Salão de Desenho e Gravura, SNBA, Lisboa
Inauguração de Novas Salas, Museu de Ovar
Salão Nacional de Arte Moderna, SNI, Lisboa/Évora

1967
I Salão de Arte Moderna do Funchal
I Salão de Arte Moderna (Artes Plásticas), Moura
Inauguração da Galeria Permanente da SNBA, Lisboa
II Salão Nacional de Arte Moderna, Lisboa
Salão «General Motors», SNBA, Lisboa


1969

11 Pintores, Museu de Arte
Moderna do rio de Janeiro Colectiva na Faculdade de Ciências, Lisboa
Exposição de Grupo com Nuno Siqueira, João Vieira e Menez - Galeria Judite Dacruz, Lisboa
Exposição de Grupo com os mesmos autores, Lisboa

1970

Colectiva na Galeria Alvarez, Porto
Colectiva na Escola Superior de Belas Artes, Porto IV Salão de Arte Moderna de Luanda (prémio) Novos Sintomas na Pintura Portuguesa, colectiva na Galeria Judite Dacruz, Lisboa, Exposição Mobil, SNBA, Lisboa, Exposição de Desenho JUAN MIRÓ, Barcelona, Exposição ABSTRACTOS E NEOFIGURATIVOS, Barcelona

1971

V Salão de Arte Moderna de Luanda
Colectiva de Desenho, Galeria de Arte Moderna, SNBA


1972

Exposição da Crítica (A.I.C.A.), SNBA, Lisboa


1973

Exposição 73, SNBA, Lisboa Exposição da Crítica (A.I.C.A.), SNBA, Lisboa


1975

Exposição «FIGURAÇÃO HOJE», SNBA, Lisboa
Exposição Colectiva sobre Colagem, SNBA, Lisboa GRAVURA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA 70/75, Paris - França ARTE PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA, Brasília e S. Paulo - Brasil 20 Anos de Gravura, Gulbenkian, Lisboa Arte Moderna Portuguesa, SNBA, Lisboa ARTE PORTUGUESA, Lunds - Suécia Gravura Portuguesa Contemporânea, (C.G.P.), Lisboa ARTE PORTUGUESA, República Democrática Alemã Salão «Pena de Morte e Tortura», SNBA, Lisboa Arte Portuguesa Contemporânea, Caracas


1977

«Papel como Suporte na Expressão Plástica», SNBA
Salão «Mitologias Locais», SNBA, Lisboa Cultura Portuguesa em Madrid, Madrid - Espanha


1978

Salão de Arte Moderna, SNBA, Lisboa
GRAVURA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA, Brasil


1979

Salão «Arte Portuguesa Hoje», SNBA, Lisboa
Salão de Artes Plásticas de Coruche, Coruche Salão «Desenhar e Gravar», SNBA, Lisboa Exposição Colectiva, Galeria 1º andar da SNBA Artes Plásticas e Banda Desenhada, (S.E.C.), Galeria Nacional de Arte Moderna, Belém, Lisboa


1980

«CONVENÇÕES DO DIZER», exposição de grupo com Carlos Carreiro, Gil Teixeira Lopes, Hélder Batista, José Cândido, Jorge Pinheiro, Lima Carvalho, Matilde Marçal, Natividade Correia, Pedro Rocha, Querubim Lapa, Rogério Ribeiro e Virgílio Domingues - SNBA, Lisboa,
Exposição «FIGURAÇÕES INTERVENÇÕES» (autores portugueses e estrangeiros, organização de Egídio Àlvaro) SNBA, Lisboa


1981

Exposição de Homenagem a Picasso, SNBA, Lisboa


1982

Exposição «O Papel como Suporte na Expressão Plástica», SNBA, Lisboa Exposição de Arte Moderna, SNBA, Lisboa


1983

Tendências da Arte Actual Portuguesa: exposição da SNBA, Lisboa Exposição de grupo: abertura da Galeria Olaias, Lisboa Exposição «Pequeno Formato». SNBA, Lisboa


1984

Bienal de Vila Nova de Cerveira (artistas convidados) Exposição de grupo de (desenho e colagem): novo ciclo da Galeria da Junta de Turismo da Costa do Sol, Estoril Exposição de Pintura e Gravura (grupo): átrium da Casa da Imprensa, Lisboa Exposição de Arte Moderna (colectiva), SNBA, Lisboa
10 ANOS DEPOIS DE ABRIL (colectiva), SNBA, Lisboa Exposição comemorativa do 3º Centenário da morte de Josefa d'Óbidos (colectiva de pintura, escultura, desenho, gravura, objectos e instalações): Escola Superior de Belas Artes/Departamento de Artes Plásticas e Design (repetição na Câmara Municipal das Caldas da Rainha) Exposição colectiva integrada num conjunto de actividades culturais da Escola Secundária de Queluz

1985

Exposição ARTE PORTUGUESA DOS ANOS 80: SNBA, Lisboa III Exposição da AICA: participação com uma série de diapositivos - projecção contínua - intitulada A HISTÓRIA MAL CONTADA OU AINDA D. SEBASTIÃO, SNBA, Lisboa Exposição colectiva de inauguração de «A Galeria», Cascais Exposição da Colecção Gulbenkian de Arte - CENTRO DE ARTE MODERNA, Lisboa Exposições de Grupo em Évora e Cascais


1986

Exposição de Grupo (com Lima de Carvalho, Matilde Marçal, Gil Teixeira Lopes, Hélder Batista, Rogério Ribeiro, Nelson Dias, Marília Viegas e José Cândido) na Galeria Príncipe Real
Exposição de Grupo no «convívio» do Rest. GOODIE's, Lisboa III EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS DA FUNDAÇÃO GULBENKIAN


1987

Exposição «6 PROFESSORES DA ESBAL», Galeria Nova, de Torres Vedras, dirigida por António Ceia - Autores: Rocha de Sousa, Lima de Carvalho, Rogério Ribeiro, Isabel Sabino, Maria João Gamito e Nelson Dias


1988

Participação em exposições colectivas em Coimbra e Torres Novas
Exposição colectiva em Vila Franca de Xira


1990

Exposição de Homenagem a Luís Dourdil, Estoril
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Exposições Individuais
:

1967
PINTURA | Galeria do «Diário de Notícias»

Antropomorfismo e abstraccionismo numa fusão expressiva (por vezes fortemente acentuada) e em que a tonalidade lírica se afirma de maneira global. Memória do expressionismo no âmbito de uma nova figuração.

Objectos: pintura a óleo sobre tela.
Títulos: «Modificações
» (I, II, III), «Lírica Da Metamorfose», «Intimidades» (I, II,III), «Mutilações».
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1968
DESENHO | Luanda: Museu de Angola


Antropomorfismo e abstraccionismo numa fusão expressiva (por vezes fortemente acentuada) e em que a tonalidade lírica se afirma de maneira global. Memória do expressionismo no âmbito de uma nova figuração.

Objectos:
técnica mista (gráfica) sobre papel. Título genérico: «Ilustrações Para Uma Metamorfose Do Espaço Aparente». Apresentação: Aníbal Fernandes
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1969

DESENHO | Galeria Quadrante, Lisboa


Série de Desenhos em que foi procurado o confronto expressivo de várias técnicas de representação e um particular desdobramento do espaço, por cortes evidenciados e frontalizados.

Objectos: técnica mista (gráfica) sobre papel. Tema genérico: espaço figurativo. Apresentação: Francisco Bronze
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1969

COLAGEM | Galeria de Arte Moderna, SNBA, Lisboa


Série de colagens desenvolvendo a noção de corte, de negativo e positivo, de rotação, de repetição, de alternância, contraste ou contraponto, a partir das técnicas gráficas dos desenhos expostos na Galeria Quadrante.

Objectos:
papéis em colagem e tratamento gráfico sobre madeira.
Tema genérico: forma/espaço/colagem Apresentação: Dr. Manuel Rio Carvalho

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1971
PINTURA | Galeria Judite da Cruz, Lisboa


Desenvolvimento em pintura das técnicas e do universo presentes nas exposições das Galerias Arte Moderna e Quadrante. As modificações do real através de uma apropriação por fases, por corte, por rotação, por nivelamento e acentuação. Estudo prático da mobilidade visual aplicado fisicamente à desmontagem das coisas.

Objectos:
acrílica e tinta «spray» sobre tela.
Sem título genérico. Texto do autor
.
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1972
«AS PERSONAGENS ILUSTRADAS» (pintura) | Galeria Judite da Cruz, Lisboa


Série de pinturas, numa ordem temática em torno de «personagens» da realidade social, mitologia do quotidiano citadino, arquétipos reinventados na denúncia do consumismo, das alienações, das grandes ausências.

Objectos: (1x1 m): acrílica sobre tela. Títulos: «O Emigrante», «O Banqueiro», «A Velha», «O Soldado», «O Playboy», «O Manequim», «O Automobilista». Sem texto. Indicação de que os trabalhos partiam de documentos fotográficos da actualidade.
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1973
PINTURA | Galeria Judite da Cruz, Lisboa


Abordagem, por associação de técnicas mistas e com um pendor gráfico similar do «poster», de aspectos da mitologia do quotidiano lisboeta e/ou da actualidade.
«O expressionismo refreado não conduz a uma figuração de segundo grau de carácter satírico.
Como já sugeri, toda a distanciação psíquica é em Rocha de Sousa acompanhada de um sentido de globalidade, a cuja transparência aspira e onde, entre a rejeição e a recuperação, se estabelece uma dialéctica que se apodera de todos os elementos. Pela sua violência implícita, o expressionismo do pintor vai surpreender interiormente as imagens feitas e correntes, tomando em relação a elas uma posição crítica» (in catálogo, ensaio de Rui Mário Gonçalves).

Objectos:
acrílica, têmpera, lápis e tinta da China sobre «cartão-madeira».

Títulos:
«Estrada Nacional nº 4», «Estrada Nacional nº3», «Tráfego», «Manifesto» «Futebol», «Crónica Feminina», «Anónimo», «Histórias da Guerra», «Largada», «Manequim», «Seara», «Hot-Pants», «Rali», «História Trágico-Marítima».

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1982
1. «QUESTÃO DE LINGUAGEM E PROJECTO: APOCALIPSE (NOW) OU A RECONSTRUÇÃO DA TORRE DE BABEL»


2. «UM OLHAR PELOS RESTOS DA VIAGEM OUTRORA»

Galeria de Arte Moderna da SNBA

O primeiro trabalho, concebido e executado em colaboração com a pintora Maria João Gamito, foi apresentado e aceite na Bienal de Desenho LIS/81.

PINTURA, DESENHO, COLAGEM | Galeria S. Francisco, Lisboa

Em paralelo com as pesquisas integradas na anterior exposição, as obras constantes desta mostra (para além de cinco pinturas a acrílica sobre tela) formavam uma longa sequência tratada pela imagem e pela palavra, com uso sobretudo da técnica da colagem (papéis, fotocópias, fotografias) e vários tipos de representação. Aqui se coordenaram prolongamentos e cruzamentos do expressionismo, da abstracção, da nova figuração, do realismo, no ensaio renovado da exploração do espaço e da forma por corte, rotação, competição, contraste, repetição e ordenação geométrica.

PINTURA, DESENHO, COLAGEM | Galeria do «Jornal de Notícias», Porto

PINTURA, DESENHO, COLAGEM |
Galeria Municipal, Portalegre
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1983
AS COISAS E AS PALAVRAS
| Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes

Trabalho em co-autoria com a pintora Maria João Gamito: relação texto/fotografia/desenho - série por grupos temáticos e numa unidade de expressão em torno de igual função poético-pedagógica.

DESENHO E PINTURA | Galeria da Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico e Cultural de Silves

Recomposição sintética da série sobre a «Guerra Inútil», incluindo um pequeno conjunto de desenhos sobre o mesmo tema.
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1984

COLAGEM E PINTURA | Ciclo de Artistas Plásticos Portugueses do Lions Club de Sintra, Hotel Tivoli
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1986
PINTURA E COLAGEM | Galeria da Livraria Bertrand, Lisboa

Lançamento, no mesmo dia, da edição (editora Figueirinhas) do livro de ficção «OS PASSOS ENCOBERTOS», no prelo desde o ano de 1983.
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1987

PINTURA E COLAGEM
| Galeria da Livraria Bertrand, Porto

Acção idêntica à de Lisboa, incluindo o lançamento do livro «OS PASSOS ENCOBERTOS» (vide artigo da escritora Nunes «Para uma recuperação dos Sisifianos», no Jornal de Letras - Abril 87.
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1989
HISTÓRIAS DA GUERRA OU O REAL IMPOSSÍVEL |
Galeria 5, Coimbra

Apresentação:
Matos Chaves
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Actividade artística específica
:


O autor desenvolveu uma extensa actividade de divulgação cultural por meio de programas audio-visuais, sobretudo na RTP, a par de acções pedagógicas com diaporamas e vídeos. A investigação artística específica centrou-se no cinema em Super-8 e no vídeo.

Séries de televisão:

Programa: «PERSPECTIVA» (divulgação da actividade artística e afins) realizado em 12 filmes por José Elyseu.
Programa: «APROXIMAÇÃO À PINTURA» (12 filmes formulando o entendimento estrutural e de discurso da pintura): realização de José Elyseu e apresentação de Rocha de Sousa.
Programa: «INTERVENÇÃO ARTÍSTICA» (dedicado ao panorama da arte de vanguarda ou de intervenção) colaborado por José Luís Porfírio e realização de José Elyseu.
Programa: «A ARTE E AS COISAS» (abordagem da relação entre o mundo concreto e a arte, sobretudo a pintura, procurando abrir leituras novas e uma compreensão da arte nos nossos dias), RTP/cor, com realização de José Elyseu.
Programa: «AUTORES PORTUGUESES» (dedicado a Amadeo de Sousa Cardoso, Jorge Barradas, Almada Negreiros, Martins Correia, Júlio Resende e Júlio Pomar), RTP/cor, com realização de José Elyseu.
Filme dedicado a: «JOSÉ ESCADA», RTP/cor, realizado por José Elyseu.
«FORMAS PLÁSTICAS», produção do ITE; cor, realização de de Rocha de Sousa e participação de Lima de Carvalho.
Filme sobre: «QUERUBIM LAPA» RTP/cor, realização de José Elyseu, distinguido pela Universidade da Televisão.
Filmes sobre a Central Tejo: «MUSEU ENCOBERTO», e sobre o museu Heidoven, «MUSEU QUE VIAJA», RTP.
Filme sobre Almada: «ALMADA, PORTUGUÊS E MITO» (dedicado à obra de A. Negreiros), RTP/cor, realização de José Elyseu.
Programa: «PORTUGAL CONTEMPORÂNEO: A ARTE POSSÍVEL» (dedicado à história da arte portuguesa contemporânea de 1900 e 1975), produção RTP/cor, realização de José Elyseu.
Programa: «A MÃO: O HOMEM EM PROJECTO» (12 filmes dedicados à aproximação do estudo da evolução do Homem nos seus diversos habitats, nascimento e multiplicação de instrumentos, das artes e dos engenhos), produção RTP/cor, realização de José Elyseu.

Vídeos didácticos:


No âmbito da Universidade Aberta: «TAPEÇARIA PORTUGUESA», «TAPETES DE ARRAIOLOS» e «SONETO DE CAMÕES», trabalho de concepção, realização e montagem em equipa.
No âmbito da ESBAL: diaporamas sobre «CAMPO ESTRUTURAL DA LINGUAGEM PLÁSTICA», «FORMA PLÁSTICA INTEGRADA», «OUTROS MODOS DE FORMAR» e «PROJECTO ARTÍSTICO».

Vídeos:

«REAL
IMPOSSÍVEL», «PINTURA DE FÁTIMA MENDONÇA», «OBRA DE LIMA CARVALHO, ROGÉRIO RIBEIRO», «RELATÓRIO SOBRE O 1º ANO/IAPD», «EXPOSIÇÃO DE HOMENAGEM A LAGOA HENRIQUES» e «DOCUMENTÁRIO SOBRE A ESBAL» (1988, 1989 e 1990).

Filmes de ensaio:

Trabalhos em Super-8, cor, som magnético: «SEMEARAM VENTOS», «O VÉU DENTRO DA CIDADE», «RUPTURA NO INTERIOR», «A MORTE DE ANA ORWELL», «MEMÓRIA E FICÇÃO», «A CASA REVISITADA», «O PRISIONEIRO», «ELES CRESCEM ASSIM». Colaboração de Lima Carvalho, Lurdes Robalo, Hélder Batista, Maria João Gamito e Carla Batista.

Vídeos de ensaio:

«A CARTA» (8/VHS) com Ana Machado e Zélio Ferreirim; «A HORA ZERO» (8/VHS) com Ana Machado; «O TÚNEL», «VENTOS», «SINAIS», «ESCOLA SUPERIOR DE BELAS ARTES», «A PRAGA» (9/VHS) com Rui Moutinho, Ana Machado e Fátima Mendonça, 1990; «MISSA NEGRA» (8/VHS) com Ana Machado e Fátima Mendonça; «PROJECTO K» (8 /VHS) com Fátima Mendonça; «A PAIXÃO» com Fátima Mendonça.

Nota: o filme «O VÉU DENTRO DA CIDADE», premiado no Festival de Coimbra, foi apresentado em França; e o filme «A MORTE DE ANA ORWELL» escolhido para a antologia 10 anos de Super-8 no mundo, Cinemateca Nacional, 1986.


Ensaio, crítica de arte e obra literária:


O autor trabalhou no aprofundamento das questões relativas ao fenómeno artístico, tendo publicado ensaios sobre vários temas em jornais e revistas como: «COLÓQUIO» (artes); «REVISTA DE ARTES PLÁSTICAS»; «SEMA»; «JORNAL DE LETRAS»; «DIÁRIO DE NOTÍCIAS»; «JORNAL»; «EXPRESSO»; revista semanal «OPÇÃO».

Exerceu actividade como crítico de arte na revista «& ETC» e sobretudo no jornal «DIÁRIO DE LISBOA» (suplemento literário).
Publicou ensaios de reflexão no âmbito das artes plásticas e seus contextos sociológicos no suplemento «FIM DE SEMANA DIÁRIO».

Bibliografia:

Publicou «PARA UMA DIDÁCTICA INTRODUTÓRIA ÀS ARTES PLÁSTICAS» (com Hélder Batista); «DESENHO»/área: artes plásticas (TPU); «TECNOLOGIA DA EXPRESSÃO»/ texto para professores (DGES).

«
AMNÉSIA» (teatro, edição de E. Fernandes de Matos)
«OS PASSOS ENCOBERTOS» (romance, editora Figueirinhas)
« ANGOLA 61» (romance, editora Contexto)
«A CASA REVISITADA» (romance, edição do autor)
«A CULPA DE DEUS» (romance, editora Tartaruga)
«BELAS-ARTES E SEGREDOS CONVENTUAIS» (romance, editora Tartaruga)
«A CASA» (romance, editora círculo de Leitores)
«PEDRO CHORÃO» (ensaio, editora Imprensa Nacional-Casa da Moeda)
«DOURDIL» (ensaio, editora Imprensa Nacional-Casa da Moeda)
«EDUARDO NERY» ( editora Imprensa Nacional-Casa da Moeda)
«GRAVURA - GIL TEIXEIRA LOPES» (análise da obra)
«GIL TEIXEIRA LOPES - RETROSPECTIVA GRAVURA» (análise da obra)

Outros dados:

Rocha de Sousa
está representado em colecções nacionais e estrangeiras, nomeadamente: ESBAL, FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA, MUSEU DE SKOPJE e diversos museus regionais (Abel Manta, Ovar, Estremoz, Mirandela, entre outros).

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009


EXPOSIÇÃO O VERMELHO - «O TANGO»


Miguel Baganha, acrílico s/ tela | 2009
81x64 cm- série: Fragmentos do Visível II

MEMÓRIA BREVE
DE UM TANGO PERDIDO


A esquina, o canto, o ângulo recto de um chão enviesado, o vermelho e o negro, como em Stendhal, pena de ferro fino crispada sobre o papel poroso, todo o ruído num só fio rasurado mas inteiro - e a dança procurada dos dedos invisíveis, apenas o aparo em jeito de lança antiga, preto, branco e vermelho, memória breve de um tango perdido, aqui encoberto pelos fragmentos minimalistas das suas cores emblemáticas, românticas, a prumo ou na horizontal, a escrita cursiva, itálica, bordando alguns limites escuros, lisos ou texturados, e ainda os panos dos teatrinhos de zarzuela, flamengo em Granada, as praças de Buenos Aires, desertas sob a bota militar, gente perdida e assassinada, corpos cinzentos atirados para as valas comuns que só há pouco as mães dilaceradas descobriram, impossibilitadas de encontrar nas fardas e nos ossos, o rosto forte dos seus filhos. Praças amplas como as de Chirico, atravessadas de sombras negras, oblíquas, ameaça visual que uma menina, inocente, não conhece, fazendo rolar o arco sob os contrastes da luz branca, solar, e a sombra côncava debaixo das arcadas, como acontece na Lua que já sabemos como é, nem plácida nem escura: os poetas cantavam-na, em tabernas e espaços nocturnos, ouvindo os sapatos das mulheres, vendo as suas blusas vermelhas, os seus folhos negros, uma coxa avançando, branca, e logo se escondendo, enquanto as botas dos homens, pretas e luzidias, traçavam o espaço e assentavam no chão, num rodopio do sonho ou do desejo, e em tudo isso, afinal, uma geometria secreta como a que se expõe e se oculta nestes planos negros, nestas faixas vermelhas, no brilho branco das camisas, equilíbrio trenário que submeteu o nosso olhar à vertigem das curvas, à doce violência de um enlace pela dinâmica, corpos em contra-luz, negro partilhado com o vermelho, branco com o apagamento do gesto petrificado. Também nestas telas o mundo se petrifica, as medianas e as diagonais sugerem a ordem pelo absoluto, são igualmente absurdas na inutilidade do seu espectáculo mínimo, só elas fingindo uma rasura textural em certas arestas, o espaço do silêncio entretanto, a completa imobilidade, o completo esquecimento das grandes bandeiras totalitárias.

Se
Chirico ressuscitasse e viesse visitar estes espaços, na dureza do quase nada, haveria de desenhar uma menina que ele criou e ali costuma passar, o aro de metal barulhando devagar no empedrado de outrora.

Rocha de Sousa
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EXPOSIÇÃO TEMÁTICA DE PINTUR
A,
DESENHO, GRÁFICA ORIGINAL E OBJECTOS















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INAUGURAÇÃO: DIA 17 DE SETEMBRO ÀS 19:30
NA GALERIA PROVA DE ARTISTA

Artistas participantes:

Pilar Garcia
Abril, Miguel Baganha
, Joaquín Capa, Ming Yi Chou, José Manuel Círia, Manuela Cristóvão, Francisco Ferreras, Teresa Herrador, Saskia Moro, Lucy Pereira, Mário Rita, Daniela Rocha, Maria Luisa Sanz

TERÁ LUGAR UM ESPECTÁCULO DE TANGO ÀS 20:30h
DOS PRINCÍPIOS DO SÉCULO XX AOS ANOS 30:


Milonga
“Negra Maria” por Manuel Meanos e Lucio Demare

(Intérprete: Mercedes Simone)

Tango – “Felícia” por Carlos Pacheco e Enrique Saborido

(Intérprete: Trio Gonzalito)

Milonga – “El Porteñito” por Manuel Meanos e Angel Villoldo

(Intérprete: Carlos Garcia))

Canyengue – “Zorro Gris” por R. Tuegols e F. Garcia Jiménez

Tango Canção – “El dia que me quieras” por Enrique Ugarte

(Intérprete ao vivo: Vera Neves

DOS ANOS 40 ATÉ AOS NOSSOS DIAS:

Valsa Criolla – “La Tapera” por Edgardo Donato

Tango – “Millongueando en el 40por Aníbal Troilo

Tango Canção – “Balada para un loco” por Astor Piazzolla

(Intérprete ao vivo: Vera Neves)

Tango – “Orgullo Criollo” por Astor Piazzolla

Direccção e Coreografia: Miriam Nieli

Intérprete Vocal: Vera Neves

Dançarinos: Adriana Fernandes, Carlos Silva; Dalila Romão, Hugo Messias; Maria Elisabete Rosa, Vítor Conde; Maria Manuela Azevedo, Francisco Lebre; Noémia Liebaut, António Santos; Tatiana Ecetova, João Sabino.


PROVA DE ARTISTA
Rua Tomás Ribeiro, 115 - Loja 1
1050 - 228 Lisboa
Telef.: 21 319 95 51
Móvel: 91 788 59 91
e-mail: provartista@gmail.com
Segunda a Sexta: 10:30 - 20:00
Sábado:15:00 - 20:00

quinta-feira, 4 de Junho de 2009


ARQUITECTURA ORGÂNICA











( Taliesin West )


«
A Arquitectura Orgânica busca um sentido sup
erior de utilidade e um refinado sentido de conforto, expressos em simplicidade orgânica

FRANK LLOYD WRIGHT

é um dos mais importantes arquitectos do século XX.
Nasceu em Richland Center, Wisconsin a 8 de Junho de 1867.
Com a tenra idade de 12 anos, os pais de Wright mudaram-se para Madison, onde frequentou o Liceu. Foi na quinta de seus tios em Spring Green, durante umas férias de Verão que Wright realizou o sonho de se tornar arquitecto. Em 1885, deixou Madison sem completar o liceu e começou a trabalhar com o chefe do departamento de Engenharia da Universidade de Wisconsin, passando dois semestres a estudar engenharia civil. Em 1887 muda-se para a cidade de Chicago.
E é nesse período que começa a dar os primeiros passos como arquitecto, colaborando com o arquitecto Joseph Lyman Silsbee. Wright desenhou então, a construção do seu primeiro edifício, a capela de família Lloyd-Jones também conhecida por Unity Chapel.
Um ano depois, ingressou na firma Adler & Sullivan, adoptando o lema do director Louis Sullivan, A Forma segue a função. Sullivan acreditava que a arquitectura Americana deveria fundamentar-se na função Americana e não nas tradições Europeias, uma teoria que Wright viria a desenvolver no futuro. Sullivan foi indubitavelmente a sua primeira grande referência, influenciando fortemente a sua carreira. Entretanto, Wright conhece e apaixona-se por Catherine Tobin, que se tornaria a mãe dos seus cinco filhos. Em 1893, Wright separa-se do seu mentor, Sullivan, e abre a sua firma em Chicago. Cinco anos depois transfere o gabinete para a sua própria casa, em Oak Park. ( Oak Park Studio )

As primeiras
casas construídas por este jovem e promissor arquitecto tinham um estilo muito próprio, usando um plano horizontal sem caves ou sotãos. Modelo que serviu de inspiração aos
Prairie School, um nome dado a um grupo de arquitectos cujo estilo assentava na cultura indígena. Mais tarde, Wright tornou-se um dos seus mentores. Algumas das suas criações que melhor referenciam
esse período são a
Robie House em Chicago, Illinois e a Martin House em Buffalo, Nova Iorque.


Em 1909, depois de ter permanecido 18 anos em Oak Park, Wright deixou a sua casa e vai para a Alemanha com uma mulher chamada Mamah Borthwick Cheney. Regressam em 1911 para Spring Green e a sua mãe oferece-lhe um terreno de família, uma quinta onde ele passou parte da sua juventude e onde viria a construir Taliesin. Aí viveram até 1914, uma data inesquecível para Wright, marcada pela tragédia. Um empregado louco assassinou Cheney e mais seis pessoas, incendiando o estúdio de Taliesin em seguida. Previa-se que este terrível episódio acabasse por destruir a sua carreira mas contrariamente às expectativas, Wright reagiu com a decisão de reconstruir Taliesin. ( Taliesin I )

A obra de Wright, foi crescen
do ao longo de 20 anos e o reconhecimento pelas suas construções inovadoras foi-se consolidando nos Estados Unidos e Europa.
Em 1915, ganhou o concurso para o projecto do
Tokyo Imperial Hotel. É por esta altura que Wright começa a desenvolver as suas filosofias arquitecturais e sociológicas. Por Wright antipatizar com o atmosfera urbana, os seus edifícios tinham um estilo muito diferente dos outros arquitectos da época. A utilização de materiais naturais, claraboias e paredes repletas de janelas, possibilitava um contacto mais próximo com o meio ambiente. Foi também pioneiro na construção de arranha-céus. Edifícios altíssimos, imitando àrvores, onde um fuste central dava origem a outras divisões, ramificando-se e projectando-se para o exterior. Ele defendia que as formas encontradas na natureza não só deveriam fazer parte dos edifícios, mas acima de tudo, tornar-se a base da arquitectura americana. O edifício Larkin Administration em Buffalo, Nova Iorque (1903) e o museu Guggenheim em Nova Iorque (1943), são belíssimos exemplos desta teoria, este último revelando semelhanças com uma concha ou caracol.









Em 1932, Wright, usou o Taliesin para fundar uma escola de arquitectos (The Frank Lloyd Wright Foundation), onde jovens arquitectos podiam pagar para aprender e trabalhar com ele. De ínicio, cerca de 30 aprendizes foram viver com ele em Taliesin.







Através desta Fundação, Wright criou obras grandiosas, tal como a célebre, Fallingwater. Neste período, casou-se e separou-se de
Miriam Noel e conheceu
a sua terceira mulher, Olivanna Milanoff. Os dois viveram cinco anos em


Taliesin onde criaram um filho, mas à medida
que o casal ia envelhecendo, os duros Invernos do Wisconsin começaram a tornar-se insuportáveis, obrigando-os a mudar para ares mais quentes.









( Taliesin West )

Decorria o ano de 1937, quando Wright mudou a sua família e a associação de arquitectos para Phoenix, no Arizona e aí construiu uma sede do Taliesin, o Taliesin West, onde passou os últimos vinte anos da sua vida.
O confortável clima do Oeste,
proporcionou a Wright a possibilidade de integrar os espaços
exteriores com os interiores, levando-o a desenh
ar telhados altos e inclinados, tectos transparentes e grandes portas e janelas, separando subtilmente a casa do meio ambiente.

O Taliesin e o Taliesin Oeste, estiveram permanentemente sob construção, exigindo muito de Wright. Devido ao crescimento do número de associados, era imperativo o aumento das instalações, criando divisões e expandindo os espaços.












A 9 de Abril de 1959 e com 92 anos de idade, Frank Lloyd Wright, morreu em sua casa, em Phoenix (Arizona). Pela altura da sua morte, ele já era mundialmente conhecido pelo seu estilo de construção inovador e design contemporâneo.

Certa vez, Lloyd, terá dito:

«Cada edifício tem de responder à Natureza, e todos os edifícios têm de ter a sua própria Natureza.»







DVICE

Lake House

Obra e vida-slideshow

Obras de Frank Lloyd Wright



Ao longo da sua vida,
criou 1,141 projectos, dos quais 532 foram realizados. O seu nome ficará para sempre associado a um design grandioso, não tanto pela forma dos seus projectos, mas sobretudo pela sua funcionalidade. No final, Wright demonstrou, que o urbanismo pode coabitar com a Natureza sem a destruir.

Miguel Baganha


Nota especial:
Daniela, minha querida, este post, dedico-o a teu pai.
Ele esteve sempre presente na minha memória ao longo desta edição. Estou certo de que nunca será esquecido pelos seus, além de saber que ficará, também para sempre, no coração do povo moçambicano, perpetuado através dos projectos realizados naquele país, muitos dos quais trabalhando Pro Buono.

Onde quer que estejas, um grande bem-haja, José Manuel Rocha de Sousa!

segunda-feira, 11 de Maio de 2009


O AZUL


EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA
E GRÁFICA ORIGINAL















Clicar em cima da imagem para uma melhor visualização


INAUGURAÇÃO: dia 15 de Maio às 19:00
NA GALERIA PROVA DE ARTISTA

PROVA DE ARTISTA


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Sábado:15:00 - 20:00

sexta-feira, 27 de Março de 2009


UMA OUTRA REALIDADE














Julien Levy, influente marchand e colecionador de arte do séc. XX, ao editar um livro intitulado O Surrealismo, previu o movimento neo-surrealista emergente do movimento Pop Art neo-Dada de 60. Até certo ponto, a sua profecia tornou-se realidade, mais concretamente naquilo que refere à fotografia. Neste campo, a influência dos surrealistas pode ser vista no que concerne aos enigmas do espaço e luz, fantasmagoria, sonhos metafóricos e conceitos.
Para André Breton, lider filosófico do movimento de 1930, a ambiguidade era de suprema importância, evocando objectos, identidades e situações indefinidas, choque e absurdo. Dentro deste novo conceito inúmeros artistas foram nascendo, nas mais variadas expressões e técnicas, nomeadamente na fotografia.
O número de praticantes desta última, aumentou incrivelmente desde a sua invenção, mas muito poucos conseguiram atingir reconhecimento mundial.

RALPH GIBSON
é um desses raros casos.











Nascido em 1939 na cidade de Los Angeles e filho de um empregado da Warner Brothers, Gibson aprendeu fotografia na adolescência durante o seu recrutamento na marinha. Em seguida mudou-se para San Francisco onde estudou por um breve período no Instituto de Arte de San Francisco e trabalhou como assistente de Dorothea Lange. Em 1963 regressa a L.A. e começa a trabalhar como fotógrafo freelance. Em 1966 vai para Nova Iorque e torna-se assistente de Robert Frank no filme Me and My Brother. As suas fotografias nesta fase eram no género documental, nitidamente influenciadas por Frank, Henri Cartier-Bresson e William Klein. É neste período que ele produz o seu primeiro trabalho The Strip em formato de livro, mas só com o The Somnambulist em 1970, também neste formato e publicado pela sua Lustrum Press, Gibson conseguiu alcançar a fama. Esta obra sugere a utopia dos sonhos numa surrealidade concebida por meio de cortes e justaposição de imagens, sombras, reflexos e grão.












Esta tendência trouxe-lhe fama, fortalecendo o seu compromisso com o estilo de livro fotográfico e adquirindo assim a possibilidade de viajar. Imagens eróticas, combinando o sentido intimista com um ousado toque de incongruência ( Days at Sea 1974 ) foram sempre uma referência, sempre mantendo Gibson numa perspectiva muito própria.
Ralph Gibson, fez uma trilogia dos seus livros sequenciais entre 1970 e 1974, que sugerem estados de espírito na tradição surrealista.

As suas imagens são sensuais e misteriosas, situadas numa realidade onírica mas quase sempre paralela com a mundana. Na introdução para o The Somnambulist, ele escreveu: « Durante o sono, o sonhador aparece num qualquer ponto do planeta, tornando-se pelo menos em dois homens. Os seus sonhos enquanto dorme providenciam a substância dessa realidade, enquanto os seus sonhos acordado se tornam naquilo que ele imaginou para a sua vida... Chamado por si próprio, esse outro homem (O que Dorme) para que regresse a um vasto mundo de luz e pleno de verdade, ao que ele aceita sem hesitação... Claridade é tudo o que qualquer homem busca, e este Sonambulista simplesmente encontra a sua no Outro Lado. »
Estas ideias, indubitavelmente descansam sobre o mote surrealista de Breton para descobrir « o mais real do que o mundo real por trás do real. » Gibson coloca o sonhador em dois mundos de sonho; o mundo do sonho acordado da realidade consciente e o outro mundo do sonho inconsciente. Ele torna-se numa dualidade, dividido mas inclinando-se sobre o simbólico mundo da sua cama, onde uma interior claridade pode ser encontrada. É com efeito, a introspecção psicológica que os surrealistas re-definem sob a influência de Freud. O seu objectivo era unir finalmente a realidade do sonho com a realidade acordada, de forma a que um todo ou uma só realidade pudesse ser mantida. É notório que os métodos e técnicas surrealistas foram adoptados por Ralph Gibson.
Podemos comparar a sua fotografia à escrita automática, onde simbolos ambíguos e uma tensão entre a moldura e a sequência servem para desorientar o público, elevando-o a um nível fora do alcance da visão programada do mundo. A metáfora, o fetiche e os objectos ambíguos empregados por si, são antigos mecanismos literários e visuais a que os surrealistas recorrem para sugerir os mistérios do inconsciente. A parábola, a alegoria e a fábula estão também entre eles.

Embora as fotografias de Gibson acumulem metáforas à realidade do sonho, individualmente, muitas são fetiches Dadaístas. Contudo, é apenas um fragmento, pois o fetiche é um objecto de reverência com poderes mágicos que representa mais do que o todo do qual é uma parte. « Menos é mais » é a filosofia de Gibson e isso é visível no conteúdo minimalista das suas imagens. A lógica desta filosofia ganhou maior expressão com Quadrants, uma série que criou uma noção mais exacta do poder de espaço e escala na fotografia. Um botão no estômago de uma mulher obesa, um fato que veste um manequim sem cabeça diante de uma montra, a parte de trás do pescoço de um homem, um pedaço de uma parede de cimento projectada no espaço, parte de um rosto dissecado pela sombra, uma mão ou a margem da fotografia, ela própria desorientada, repelida, que dirige a atenção do espectador para o poder extra-sensorial da redução.













Este renomado fotógrafo, que já conta 40 anos de carreira, continua ainda hoje a fascinar-se com detalhes e texturas de corpos e objectos, trabalhando com alguma frequência os close-up.











Após uma breve para pausa, Gibson regressou em 2008 e brindou os seus admiradores e amantes da fotografia em geral com uma colecção de nús, revelando com a sua peculiar perspectiva que o p&b será sempre uma expressão contemporânea.

Miguel Baganha

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009


ANOS 90,

A DÉCADA DO PÓS-MODERNO

Parte III - última parte













( Ghos
t - Rachel Whiteread, 1990 )

Na sequência do que já foi falado até aqui, a tradição do conceito minimalista também foi refrescada pela lufada do ar fresco que se respirava nos anos 90, dando lugar a uma nova tendência. Um dos responsáveis e defensores desta nova tendência, é indubitavelmente, Rachel Whiteread, que conquistou reconhecimento mundial em 1993 com " House ", sendo a primeira mulher a vencer o " Turner Prize " nesse mesmo ano. Este apreensivo lado da tendência do novo minimalismo da arte de 90, coloca-se de parte dos análogos anos 60, centrando os seus princípios primariamente nas formas puras e nas cores primárias. Estávamos em 1996, quando Whiteread avançou com o projecto arrojado para a construção de um memorial em Viena, dedicado aos austríacos que foram vítimas do regime nazi. A ideia de Whiteread, -somente aprovada em 2000- consistia num bloco colossal ( abaixo, à direita ) de granito, sendo as suas faces esculpidas com a forma de milhares de lombadas de livros. Uma óbvia referência aos livros que foram queimados sob as ordens do ditador fascista Adolph Hitler. O
memorial de Whiteread é assim como o fantasma de uma biblioteca ou a sombra duma tradição. À semelhança de todos os seus trabalhos, " House " e o seu Holocaust Monument, são simples moldes de espaços negativos de objectos ou divisões -normalmente banais-, que depois se transformam em entidades palpáveis. Nas palavras de Whiteread: " elas são a impressão a negativo, -relíquias ou resíduos- daquilo que foram outrora, exibindo nas superfícies, vestígios legíveis da sua significação... são ambas, fantasmas fossilizados e exemplos físicos de um ossificado espaço negativo. "
















Rachel Whiteread - Embankment

Tal ambiguidade, caracteriza a mentalidade desse fim de século, fazendo referências à história da arte, bem como a temas de ordem política e social. Na generalidade dos casos, as declarações dos artistas podem ser interpretadas em vários níveis, sendo difícil de determinar que posição está a ser tomada. Será que Gregory Green apoia ou denuncia o terrorismo com as suas " malas-bomba "?, Jake & Dinos Chapman criticam ou contribuem para o abuso de menores?... os monstruosos animais híbridos de Thomas Grünfeld condenam a manipulação genética?, e qual será o tipo de relacionamento entre Richard Billingham e a sua família ? Estas e outras questões similares levantadas pela arte, foram, são, e sempre serão questões dificeis; senão mesmo: impossíveis de responder. A experiência de presenciar alguns destes trabalhos pela primeira vez, pode ser chocante, porém logo é superada, induzindo o espectador a reconsiderar as existentes ideias e conceitos.











Á semelhança de Egon Schiele, Franz von Stuck e Edvard Munch e muitos outros artistas da viragem do séc.XIX, os artistas do final do séc. XX desafiaram os espectadores e quebraram tabus, de forma a incandescer a provocação na melhor acepção da palavra.









Assim é tudo: provocar a sociedade, levando-a a ponderar e reflectir sobre o seu próprio estado de existência.

Miguel Baganha

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009


ANOS 90,
A DÉCADA DO PÓS MODERNO


Parte II












( Your Manias Become Science-

- Barbara Kruger, 1997 )

Na deriva da liberdade de expressão, a arte vanguardista começava a explodir em manifestações espantosas. E por falar em explodir, é apropriado referir um dos artistas mais " explosivos " da vanguarda de 90. Gregory Green tornou-se conhecido pelas bombas manuais que fabrica. Os seus engenhos, exceptuando o facto de não incluirem explosivos verdadeiros, são completamente funcionais. Green, como a maior parte dos contemporâneos, procura apresentar um novo tipo de realismo: " ao exibir as minhas bombas numa galeria, eu confronto o facto delas poderem explodir: a obra implica uma ameaça para o visitante e para a instituição... o que está em jogo é o fascínio colectivo para a violência... por outras palavras, só estou a tentar expor essa tendência que é tão natural no ser-humano. "
Do outro lado da moeda, está o jovem artista cubano Kcho ( Alexis Levya ), cujo centro das suas criações se baseiam em barcos. Kcho, usa materiais invulgares na elaboração destas instalações ou " assemblages ", tais como; fragmentos de madeira, objectos diversos e todo o tipo de desperdícios que encontra ao longo da costa cubana.
Restos mortais de inúmeras tentativas fracassadas, que centenas de cubanos fizeram para escapar à tortura e privação que Fidel Castro provocou até há bem pouco tempo.


( Jake e Dino Chapman- Disasters Of War )

Numa temática diferente, encontram-se os irmãos Chapman. Estes dois irmãos, notabilizaram-se por retratarem nas suas esculturas, crianças com mutações sexuais. Jake e Dino, criaram um largo número de obras relacionadas com as famosas series " The Disasters of War " de Goya. A exposição The Chapmans- " Great Deeds Against The Dead " ( 1994 ), apresentou três soldados castrados e mutilados amarrados a uma árvore:por um lado, uma homenagem a Goya, por outro, um eventual apelo aos responsáveis pelas mutações das crianças inocentes, que vivem no nosso jardim das " Trágicas Anatomias ".
Mutilações, também fazem parte do trabalho de Paul Finnegan. As suas bizarras esculturas , são na realidade transmogrificações de formas humanas, levadas quase ao extremo do sobrenatural. Se as obras dos irmãos Chapman recaem sobre o pesadelo da manipulação genética, então as esculturas e fotografias de Finnegan denunciam o negligente abuso de drogas alucinatórias.
Mutações, também desempenham o papel principal nas criações do artista alemão Thomas Grunfeld. As suas " Misfits ", são criaturas híbridas que mais parecem saídas dum louco laboratório zoológico frankensteiniano. As macabras formas e a perfeição das montagens, contudo, não sugerem um taxidermista que enlouqueceu, ao invés, é uma chamada de atenção para a manipulação genética ou melhoramentos evolutivos inconcebíveis e inconsequentes.
O fascínio de Kiki Smith pela biologia, assenta, por outro lado, numa base completamente distinta da de Finnegan. As esculturas, instalações e desenhos desta artista alemã, são mais relacionados com a natureza, reflectindo a sua própria introspectiva na demanda duma identidade a nível socio-biológico. Em último caso, o trabalho de Kiki Smith, é acima de tudo sobre a experiência de sermos humanos, numa época em que a natureza está cada vez mais longe do natural: " eu não penso que o meu trabalho seja particularmente sobre arte. É na verdade, sobre mim... sobre eu estar aqui... aqui nesta vida, aqui nesta pele. Sinto que estou a canibalizar a minha própria experiência, aquilo que me rodeia... para mim, não há diferença entre viver e fazer o meu trabalho - não existe separação... eu penso que escolho o corpo como
tema, não duma maneira consciente, mas porque é uma forma que todos nós partilhamos; é algo com o qual todos têm a sua própria e autêntica experiência. "














( Barbara Kruger )















( Jenny Holzer )


Identidade, é também o tema central da obra de Cindy Sherman neste período. Mas aqui, a investigação do seu Ser baseava-se mais no campo político. Tal como Barbara Kruger e Jenny Holzer, Sherman deu uma nova interpretação ao feminismo como sendo um conflito, não directamente entre homem e mulher, mas, mais como entre os poderosos e os não-poderosos. Neste contexto, ela foi ao encontro do mesmo tipo de universalidade que abrange a obra de Kiki Smith, os retratos genéricos de Thomas Ruff, as esculturas em madeira de Stephan Balkenhol, e ainda os retratos de família de Richard Billingham.






























Este último, permite aos espectadores ter uma visão vouyerista, por detrás do cenário quotidianico da sua problemática família, com o seu pai alcoólico, a mãe fumadora compulsiva e o seu perturbado irmão mais novo. A visão que temos, é efectivamente muito desconcertante e cheia de contradições. Em todo o caso, estas fotos estão longe de serem simplesmente um aspecto complementar da sua família, levando o espectador a pensar na sua própria vida doméstica, ao mesmo tempo que considera o tipo de relação que o artista terá com a sua família, ao ponto de lhe permitir tão revelador documentário fotográfico. Estes complexos retratos, são também sintomáticos da nova arte de 90, no qual o julgamento e a moralidade desempenham um papel secundário.

Tal como os " Nouveaux Réalistes " do início dos anos 60, Billingham e muitos outros apresentaram-nos uma realidade em directo, representada em todas as suas várias facetas sem julgamentos ou comentários.

Miguel Baganha